07 de Novembro de 2017.

Férias Escolares e pais Separados - Como ficam os filhos?

Nem para todos o período de férias escolares tem uma conotação positiva, leve, prazerosa. Ao contrário, chegadas suas vésperas, muitos pais separados entram em severos conflitos acerca da divisão do período de convivência com os filhos, principalmente quando o acordo/decisão judicial ou não previu como será a repartição destes momentos entre os pais, ou o mesmo já está defasado ou distanciado da realidade dos pais e dos filhos.

 

A advogada Karina Nassif Azen, do escritório gaúcho ENA Advogados, especializada em Direito das Famílias e Sucessões, dá como exemplo o caso de uma decisão judicial para um casal divorciado, que previu que as férias dos filhos de 04 e 07 anos, seriam divididas metade para cada um dos pais. “Porém passaram-se 03 anos, os filhos cresceram e o pai foi residir num outro Estado. Assim, o desejo e a expectativa dele é de ter mais tempo com os filhos durante as férias. O que fazer neste novo cenário?”, questiona Karina.

 

Ela destaca que para revisar o que ficou decidido judicialmente, o ideal é que o Par Parental busque uma consultoria jurídico-psicológica para examinar o contexto atual dos pais e dos filhos, e partir disso os profissionais possam auxiliá-los na reflexão e assim os pais possam chegar num consenso sobre a melhor forma de compartilhar as férias dos filhos.

 

A advogada lembra que outra causa bem comum nesta época é quando o genitor não autoriza que a criança viaje ao exterior, como para Buenos Aires que é tão comum nesta época do ano, ao lado do outro pai/mãe. É preciso, neste momento, que o Par Parental possa perceber o que está por trás desta situação, ou melhor, fazer uma boa gestão do conflito a partir da consultoria interdisciplinar - jurídico-psicológica.

 

A especialista também afirma a importância de um acordo ou decisão que preveja, minuciosamente, o período de convivência dos filhos em cada celebração, feriado, aniversário e quinzena de férias ao longo do ano. Isto evitará expectativas que serão frustradas e poderá levar ao início de um conflito.

 

Para a advogada a solução requer, por óbvio, maior cautela e diálogo entre o Par Parental na hora de elegerem uma divisão que a ambos satisfaça. “Mas assim impede que releguem a solução dos embates a momento futuro, quando as malas já estão prontas e o clima de férias solto no ar”, afirma.

 

TAG: Advocacia   Direito de Família  
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